Imprensa

Receba nossa Newsletter



Problemas logísticos reduzem embarque de proteínas

29/10/2020 - Problemas logísticos reduzem embarque de proteínas

 Os países árabes, que em conjunto são o segundo principal parceiro comercial agrícola brasileiro, apresentam uma forte retração na compra da carne brasileira. Depois que suas importações chegaram a crescer 200% nos últimos dez anos, os embarques de carne bovina caíram quase 30% nos primeiros nove meses do ano sobre o mesmo período do ano passado. Nesse intervalo, os embarques de frango encolheram 18,5%. Não que os árabes tenham perdido o apetite, nem reduzido a demanda. As encomendas desabaram por culpa da logística global tumultuada pela pandemia e pelo enorme poder de compra da China.

Como o Brasil importa pouco do mercado árabe, os navios voltam vazios, somando custos àqueles já inflados pela logística caótica imposta pela pandemia. Enquanto faltavam navios refrigerados para transporte da carne, sobravam contêineres para esse tipo de carga no porto de Xangai. Outro fator foi a forte demanda por parte da China que, além de maior importadora da carne brasileira, também comprava 15% de todo o frango que os Estados Unidos colocavam no mercado externo. Atritos comerciais entre os dois países levaram os chineses a reduzir os negócios com os americanos e a aumentar as compras do Brasil. O resultado foi uma menor participação das importações árabes.

Números da CCAB mostram que entre janeiro e setembro houve retração de 28,2% nos embarques de carne bovina em relação ao mesmo período de 2019: 211,76 mil toneladas. A receita caiu 21%, para US$ 763,53 milhões. Com isso as participações dos países árabes no faturamento global brasileiro e em volume recuaram 9,3% e 0,7%, respectivamente.

Os embarques de frango encolheram 18,5% na receita, com US$ 1,5 bilhão e registraram queda de 5,8% no volume, que fechou o período com 1.078,56 toneladas. Porém, a participação global no faturamento diminuiu 25,8% e em toneladas recuou 7,9%. No mesmo período, os embarques totais de carne bovina brasileira aumentaram 10% em volume e 20% em receita, totalizando 1,4 milhão de toneladas e receita de US$ 6,1 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras (Abiec).

As expectativas repousavam, sobretudo, na reabertura de novos mercados, como Egito, Kuwait, Catar, entre outros. O Egito, por exemplo, habilitou 42 novos frigoríficos brasileiros para fornecimento de carnes, 27 de frango e 15 de carne bovina. Além de renovar a habilitação de 95 empresas, 82 de carne bovina e 13 de frango.

Segundo a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), o Estado, terceiro maior exportador do produto halal, embarcou 505 toneladas de frango entre janeiro e setembro deste ano, 24% acima do mesmo período do ano passado.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, já propôs montar um grupo de planejamento estratégico mais ousado entre países árabes e Brasil. “Somos parceiros muito antigos e gostaríamos de estreitar e aumentar eficiência desse nosso comércio”, diz.

Fonte: Valor Econômico

Compartilhe:

Índice

Consultoria
Projetos que englobam aspectos socioeconômicos, mercadológicos, técnicos e comerciais da atividade agropecuária.
Business Intelligence
Estudos de pesquisas de mercado, análises setoriais e competitivas.
Palestras
Confira as últimas apresentações dos analistas da Informa Economics FNP sobre as diversas áreas e segmentos do agronegócio.
Publicações
Anuários, boletins e relatórios em português e inglês.
Quem Somos | Pecuária | Grãos | Açúcar/Etanol | Terras | Insumos | Anualpec | Agrianual | Imprensa | Consultoria | Business Intelligence | Palestras | Publicações
IEG FNP | Agribusiness Intelligence
Avenida Paulista, 726 – 17º andar – Bela Vista, São Paulo – SP - 01310-100
Tel.: + 55 11 4504-1414
e-mail: DL-Agribusiness-fnp@ihsmarkit.com
Copyright © 2020 IHS Markit. All Rights Reserved