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Boi gordo: Liquidez esparsa em função da cautela dos agentes

03/01/2020 - Boi gordo: Liquidez esparsa em função da cautela dos agentes

O período marcado entre as festas de final de ano e a primeira semana de 2020 não apresentou fluxo significativo de negócios, obedecendo uma característica típica da época. No entanto, a particularidade entre as diversas praças pecuárias do País gerou um quadro distinto em relação a referencial de preço ou movimentação de negócios e, isso atrelado as diferencias urgência das indústrias frigoríficas. Entre algumas praças, o mercado físico do boi gordo abre o ano com preços firmes, com suporte oriundo do maior apetite por compra de boiada gorda. Nestas regiões, nota-se um número significativo de plantas frigorificas que iniciam o ano com escalas de abate bem apertadas, reflexo do recesso de final de ano e da ausência de muitos pecuaristas das comercializações. Em média, as indústrias trabalham para preencher programações de abate até meados da próxima semana, sendo que em muitos casos, há relatos de frigoríficos com necessidade de animais já para a próxima segunda-feira. Neste contexto, os poucos reportes de negócios efetivados envolveram pequenos carregamentos, o que deve manter o quadro de aperto nas escalas neste começo de ano.

Nos estados de SP e MS, os preços da arroba registraram modestos ajustes negativos. Porém, não houve grande fluxo de negócios efetivados devido a oferta restrita de animais. Em ambos estados já há relatos de possibilidade de efetivações a preços acima dos valores vigentes diante da dificuldade de compra. Numa tentativa de driblar a escassez de oferta, indústrias na região Sudeste tem buscado ofertas de animais em estados onde as condições são mais competitivas e menos ajustadas em termos de disponibilidade de gado. No MT e RS os preços da arroba voltaram a reagir em função da maior procura. O mercado também registra suporte entre algumas praças da região Norte do País, onde a liquidez não avança em função da virtual ausência de pecuaristas. Muitos frigoríficos locais estão com escalas apertadas, mas preferem aguardar o resultado das vendas de carne nas últimas semanas.

No atacado, as vendas de carne bovina mostraram um fluxo irregular, típico do período do ano. Além das férias escolares, os primeiros dias do ano novo são marcados pelo menor poder aquisitivo da população decorrente dos diversos compromissos financeiros (material escolar, IPVA, IPTU, etc.) no período. O suporte aos preços, no entanto, advém do fraco ritmo dos abates diários e um estoque ajustado a demanda vigente. Ao mesmo tempo, o fluxo das exportações deve mostrar menor intensidade neste começo de ano, característica também típica do período tanto em função do congelamento das estruturas portuárias no hemisfério norte, mas também pela recesso e período de reestruturação de contratos. Em dezembro/19, segundo dados preliminares da Secex, o Brasil exportou 148,8 mil toneladas de carne bovina in natura, volume que elevou o acumulado do ano passado para 1,55 milhão de toneladas, um incremento de 12,5% frente a 2018.

 

Fonte: IEG FNP

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