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Mesmo com acordo EUA-China, Brasil tem fatores a seu favor na exportação

03/01/2020 - Mesmo com acordo EUA-China, Brasil tem fatores a seu favor na exportação

A fase 1 do acordo comercial entre Estados Unidos e China indica uma conciliação entre os dois países, mas pode não ter impacto tão severo sobre as exportações brasileiras, avalia o analista Aedson Pereira, da IEG FNP. "O Brasil ainda tem algumas mais vantagens que lhe permitem uma posição de protagonismo no fluxo das compras de soja da China", disse. "É difícil enxergar a China diminuindo de forma muito severa as aquisições no Brasil."

Ele citou como fatores que garantem a competitividade da soja brasileira o dólar acima de R$ 4 e os problemas na safra norte-americana, que reduziram tanto o tamanho da produção como a qualidade do grão. O analista destacou, ainda, que, por mais que a primeira fase do acordo tenha se confirmado, "ainda há desconforto entre as duas pontas". O governo chinês tem liberado "compras homeopáticas" de soja norte-americana, o que não agrada ao governo norte-americano. "Mas há uma preocupação do governo Trump de resolver o mais breve possível isso porque 2020 é ano de eleição, e o setor mais prejudicado pela guerra comercial foi o que mais o apoiou. É estratégico não perder esse apoio."

Para Pereira, não é apenas na soja que a China deve ampliar compras dos EUA, mas em outros produtos agropecuários. "A China está passando por um momento em que não está conseguindo controlar os surtos de peste suína africana e precisa importar não só carne suína, mas também de frango e bovina, porque o preço das proteínas no mercado chinês está muito elevado. Ela precisa sanar esse gargalo", disse. Segundo ele, a soja é um "grande agente" nessa negociação, mas a carne também, citando a suína, a bovina e a de frango. "São produtos que a China pode colocar nesse 'bolsão' para trazer não só do Brasil mas também dos EUA."

O analista lembra que no meio do ano já se falava que a China compraria US$ 50 bilhões do setor agropecuário norte-americano e, até agora, o país fez aquisições modestas por lá. "E, se você parar para analisar, a venda antecipada de soja no Brasil está em níveis superiores aos do ano passado, sinal de que tradings estão conseguindo fazer negócios futuros, e a China aparece como grande comprador."

Mercado de olho no USDA - O analista reforçou ainda que uma mudança nessas perspectivas depende da materialização das compras chinesas nos EUA. "Isso precisa ser observado cada vez mais nos relatórios semanais de exportação (do Departamento de Agricultura dos EUA, USDA)." O analista destaca que o Brasil está na entressafra e mesmo assim vai exportar bom volume de soja em dezembro. Em relação ao produto de 2019/20, ainda no campo, a IEG FNP estima que 40% da safra foi negociada, acima de igual período do ano passado e da média dos últimos anos, segundo Pereira. "É sinal de que a gente está com um nível de comprometimento para exportação elevado."


 

Fonte: IEG FNP e Agência Estado

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